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Sobre o Ciad 2019

05 e 06 de novembro de 2021

"Peculiaridades da Atenção Domiciliar Brasileira"

19º Congresso Brasileiro Interdisciplinar de Assistência Domiciliar

“Cuidar se aprende cuidando.”

Parafraseando nosso grande mestre Drummond e sua belíssima obra, “Amar se aprende amando”, não há assertiva maior do que a que escolhemos como tema central do evento que ora se apresenta: CUIDAR SE APRENDE CUIDANDO.

O cuidado ao outro, nos dias atuais, tem sido relegado a segundo plano, seja pela correria justificada do dia a dia, pelo narcisismo injustificável que domina, seja pela banalização quase normalizada do descuido, seja pela sensação de impotência e insuficiência que nos cerca. Cuidar do outro?! Não dou conta de cuidar de mim mesmo! É a frase que impera.

Mas cuidar é do gênero humano, e muito mais do que inato, como querem acreditar alguns, constitui-se em um exercício que requer aprendizado, paciência, constância, altruísmo e, principalmente, querer.

Na área da Saúde aprendemos a cuidar tecnicamente, especializando-nos primeiramente na profissão que escolhemos: teoria e prática, aptidão e frustação se somam na experiência que vai se acumulando no nosso dia a dia. Quanto mais experiência temos, mais reconhecemos nossa incompletude e parcialidade. Só essa vivência nos mostra o quanto precisamos do outro, seja esse outro paciente, família, profissionais de diferentes áreas, colegas da mesma profissão ou parceiros institucionais. O cuidado só se concretiza na relação; seja esta relação de amor, dor, responsabilidade, conveniência, obrigação, devoção.

“O tempo passa? Não passa.” Recita-nos o poeta. Sensação presente nos relatos dos pacientes grave e cronicamente enfermos, cuja vida, às vezes se resume em ser doente.

“O primeiro morto” escreve nosso poeta maior. Quantos familiares vivem essa situação pela primeira vez? Quais os cuidados a serem dispensados pelas equipes de atenção domiciliar no intuito de garantir uma morte digna e não traumática para quem a acompanhará?

“O mundo é grande”, nos lembra Drummond, mas pode se resumir à casa visitada diariamente para quem nela habita. Um mundo de valores, fragilidades, possibilidades, amor, desamor, cuidados e descuidos. Um mundo que requer respeito e cuidado.

“Cuidar se aprende cuidando”: aprende-se no dia a dia da atenção domiciliar que atender no mundo do outro é, primeiramente se despir de certezas prévias e reconhecer limites, possibilidades, fragilidades e potências de cada um de nós, profissionais, e principalmente do espaço que nos é aberto para também aprendermos a nele estar. Um espaço que pode nos limitar, mas por outro lado, pode nos abrir um universo de possibilidades.

Essa é a proposta do CIAD 2021: demonstrar como tem se tornado grande o mundo da assistência domiciliar brasileira, frente ao desafio do poeta: “o mundo é grande e cabe nesta janela sobre o mar”.

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